Em tempos de alto inverno, tenho ouvido muito The Doors. Sáo tempos bicudos.
Tudo anda bastante pesado.
Eu ja escolhi_ vou viver com meu pacotinho de pipoca repleto de cogumelos, subindo pra Santa Teresa e evitando ler muito jornal. A publicidade me basta!
Hoje, li uma coisinha bem chata, daquelas que dá vontade de entrar no primeiro bonde e colocar a Madonna nos fones muito alto.
Folha de São Paulo, terça-feira, 03 de junho de 2008
comentário
Senhor Minc, o senhor é um fanfarrão
CLAUDIO ANGELO
EDITOR DE CIÊNCIA
``Afigura-se a realidade arrepiante de um desmatamento na casa dos 20.000 km2 de agosto de 2007 a julho de 2008. Para dar uma idéia do que isso significa, em 150 anos, de 1700 a 1850, toda a produção de açúcar na mata atlântica ceifou 7.500 km2.
Em resposta ao desastre imposto pela alta nas commodities, Carlos Minc, o "performer" que substitui Marina no ministério, anuncia que vai mandar prender... os bois! Isso mesmo: os bois, cujo único crime é pastar em áreas embargadas cuja floresta algum humano derrubou -com crédito oficial e estímulo político.Ora, não seria mais efetivo prender os donos das terras onde pastam os bois? Certamente. Mas isso o governo não faz, por duas razões. Primeiro, para não criar caso com aliados em ano de eleição.Depois, porque nem Minc nem ninguém sabe quem é dono da terra na Amazônia. A única medida que poderia ser definitiva contra o desmate, o ordenamento fundiário, foi um fiasco. Só 20% dos proprietários aderiram ao cadastro de terras imposto pelo governo. E, com o orçamento pífio dedicado a esse reordenamento pelo Plano Amazônia Sustentável, nada vai mudar.Vai ser engraçado ver o ministro, entre uma coletiva e outra, correndo atrás de boizinhos e vaquinhas no pasto. São 80 milhões de cabeças na Amazônia, senhor ministro. Haja colete para suar.´´
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